Os anúncios são voltados para jovens entre 18 e 27 anos em um foco de expansão; os que se identificam com uma vida repleta de festas, música, praia, saúde, aventuras e loiras, estão convidados a partilhar do conceito. Isso é perceptível se analisarmos que uma das primeiras ações de marketing da F/Nazca foi vincular a marca Skol a eventos para este grupo específico. Produziram uma série de shows e encontros musicais de grande peso no circuito musical-cultural no país, todos levando a grife da, já então, cerveja redonda: Skol Spirit, Skol Praia, Skol Rio, Skol Hip Rock, e o carro chefe que é o Skol Beats; maior evento de música eletrônica da América Latina.
Esse tipo de investimento vem no escopo de um movimento mundial em que grandes empresas investem em festivais, mas a F/Nazca faz a Skol ir além forjando momentos psicológicos em torno de sua bebida. O ano de 2000, por exemplo, (ano da primeira edição do Skol Beats) ficou decretado e conhecido como O verão mais redondo do planeta. Ora, não imaginem senhores pais de família sendo público majoritário numa pista, dançando sob o comando do techno Paul Oakenfold. Dos jovens festeiros não emancipados aos que já engrenam suas carreiras profissionais - de preferências carreiras bem "descoladas": estes são o público Skol e quem mais quiser estar perto deles.
Todas essas tendências estão sintetizadas na série de impressos produzidos pela F/Nazca que, como os comerciais de TV da marca, baseiam-se numa linguagem inteligente e bem humorada para o público masculino. Nenhuma novidade num mundo cervejeiro, mas percebe-se que as demais marcas têm se adaptado à presença crescente das mulheres (nunca à de homossexuais) entre os consumidores de cerveja. Não a Skol. Permanecem com as mesmas campanhas visuais onde mulheres junto com o futebol e a praia são o centro do universo, mas o fazem com tanta simpatia que tudo fica na esportiva. Têm nisso muito mérito.







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