quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Tela menor, filme menor




“Em uma tela menor, começa um filme menor”

O objetivo é incentivar o pessoal a assistir os filmes em tela grande. Veiculado pela rede Cineplex do Vietnã.

Campanha criada pela Ogilvy & Matter.

A hora e a vez do marketing digital. Mas por quê?

Artigo de Thiago Nascimento

Bem mais importante que saber que estamos vivendo a era do marketing digital é entender o motivo pelo qual isso está acontecendo.

Segundo Kotler e Keller, 2006 - Marketing é um processo por meio do qual pessoas e grupo de pessoas obtêm aquilo do que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros. Se analisarmos essa definição com atenção, notamos que as pessoas, ou seja, os consumidores são a essência do marketing. São eles que norteiam e motivam as empresas a criarem produtos/serviços mais sofisticados, menos trabalhados, ampliado, básico, mais caros etc. Salve pequenas exceções, são os consumidores que ditam as regras e dizem qual, como, quando e onde comprar um produto ou serviço. Quer prova mais viva do que a pesquisa qualitativa? É por isso, amigo, que aonde o consumidor vai as marcas vão atrás. E o consumidor está indo para internet. Duvida? Então vamos lá.

Recentemente, o IBOPE publicou uma pesquisa mostrando que o acesso à internet no Brasil atingiu em Maio a marca de 33,1 milhões de usuários brasileiros. Por trás desse dado, se percebe que já existe a primeira geração 100% on-line. São jovens que nasceram e cresceram com a internet ligada de uma forma muito intensa às atividades do dia-a-dia. Até porque as atividades reais estão sendo cada vez mais reproduzidas no meio virtual. Duvida? Então vamos lá.

Se você quiser rezar pela web, acredite, você pode. No people2pray você pode registrar todas suas preces/pedidos/desejos e dar baixa naquelas que você já foi atendido. Ah, também existe o Godtube, um site que reúne apenas vídeos religiosos. Querendo ficar em forma? A web também te dar uma força. No Funbeat , site que se nomeia como personal on-line, você informa seus dados (peso e medidas, metas e objetivos) e o sistema gera uma lista de exercícios e gráficos para você acompanhar a evolução e o resultado do seu esforço. Quer trabalhar? Quer namorar? Quer conversar? Tudo você consegue fazer na web. Até viver. Você já deve conhecer o Second Life . Acha tudo isso muito estranho? Eu também. Mas tem muita gente – especialmente os mais jovens – que encara isso com a maior naturalidade. Já pensou em que pé estaremos em 2020?

Outro ponto a ser considerado aqui é o poder que a internet tem de conseguir de uma maneira muito eficiente impactar os diversos nichos de mercado (veja o post sobre a Cauda longa). Vejamos o exemplo: se você é interessado em comunicação e marketing, na web você tem blogs específicos para falar sobre marketing viral, marketing de guerrilha, propaganda interativa, propagandas boas, mas que nunca serão publicadas, enfim, na web tem tudo para todos os gostos. E isso tem atraido cada vez mais gente, e por consequência, anunciantes e negócios para esse meio.

A mais recente pesquisa da Interactive Advertising Bureau (IAB) mostrou isso: o gasto com propagandas on-line nos Estados Unidos atingiu quase 10 bilhões de dólares no primeiro semestre de 2007, um recorde e 27 por cento maior que no mesmo período do ano passado. Ainda tens dúvida do poder desse meio?

Voice Recording CD Album

Essa foi o máximo! Perdido no meio de tantos CDs? Que tal perguntar ao seu CD Case qual disco queres encontrar? O Voice Recording CD Album como o nome sugere, pode gravar mensagens de audio de até 30 segundos cada para indexar seus 20 CDs ou DVDs, e repetindo essa mensagem (assim como a discagem por voz de um celular) ele lhe mostra o disco indexado. Agora ficou fácil, desde que você lembre qual o nome do disco!


sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Crítica de Mídia

A última edição do Canal da Imprensa - saiu hoje - trata de temas concernentes a publicidade.

acesse www.canaldaimprensa.com.br para ler.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Hoho!

A Pizzaria Domino’s lançou uma ação bacana na França. É uma embalagem de pizza que se chama “Night Box”, onde contém tudo o que você precisa para uma festinha particular: Um CD, uma camisa, um pôster e é claro...camisinhas! O mais interessante é o Design da embalagem, que deve chamar bastante a atenção do público jovem no ponto de venda. A Night Box tem edição limitada e vai ser distribuída apenas nos restaurantes Domino’s na França.




Oliviero Toscani Censurado

do site www.ccsp.com.br

A IAP, o órgão de regulamentação de propaganda criado pelo mercado publicitário na Itália, decidiu proibir a fotografia de uma mulher anoréxica em campanha que chamava atenção para a doença, ao mesmo tempo em que promovia a marca de roupas "No-l-ita".

A entidade afirmou que a imagem, de autoria do fotógrafo Oliviero Toscani, violava seu código de conduta.

A foto chocante apareceu em jornais e em outdoors durante a semana da moda de Milão, em setembro, com as palavras "Não à Anorexia" e o nome da grife italiana.

As imagens já haviam sido retiradas dos outdoors de Milão, apesar de uma ainda continuar sendo exibida em Roma.

A IAP afirmou que a campanha publicitária desobedecia ao artigo 1 de seu código de conduta, segundo o qual um anúncio deve ser honesto, verdadeiro e correto, e ao artigo 10, segundo o qual um anúncio não pode ofender valores morais, cívicos ou religiosos e precisa "respeitar a dignidade humana em todas as suas formas e expressões".

Toscani considerou a decisão um ato de "censura" e disse que vai decidir se entrará com ação judicial em busca de indenização por danos morais e econômicos.

Com informações da Agência Estado.




terça-feira, 16 de outubro de 2007

4 bilhoes de pessoas das classes C, D e E, vc conhece?


André Torretta
Pois é, os americanos gostam de rotular tudo, e surge nos últimos anos mais uma nova expressao (ainda muito pouco difundida no Brasil) que é o B24B, que significa Business to Four Billion. Continuou sem entender nada? Esses 4 bilhoes de pessoas sao as 4 bilhoes de pessoas das classes C, D e E existentes em todo o mundo. Os novos consumidores, os novos bilionários anônimos. Essa expressao indica que esses novos consumidores possuem características diferenciadas dos consumidores ricos. Ou seja, o ecossistema econômico é diferente. É diferente porque os hábitos, os costumes, a educaçao, a geografia, a arquitetura e principalmente o poder de compra é diferente. Mas diferente como?

Diferente na elaboraçao dos produtos e/ou serviços. Todos da classe média moram em apartamentos ou casas com 2,2 m de pé-direito ou mais. Ou seja, todos os móveis sao feitos dentro desse padrao. Na periferia é diferente, nao existe um padrao. Por conta disto alguns fabricantes de guarda-roupas tiveram que fazer produtos menores. O celular pré-pago é um modelo de negócio que tornou possível as classes baixas terem acesso ao telefone. As lan houses surgiram na Coréia para proporcionar um local para os jogos on-line coletivos. Nos países com populaçao pobre, as lan houses servem como acesso aos computadores. Para você ter uma idéia, só na Rocinha (RJ) existem hoje mais de 150 lan houses. Como você pode ver, é necessária a reformataçao de produtos e serviços para atender essa gente. Mas e o marketing? Ele também pede mudanças?

Se você pegar uma foto de uma criança da Vila Nova Conceiçao - SP e disser que ela mora em Nova Iorque, Paris ou Hong Kong, todos vao acreditar, e isso acontece porque o topo da pirâmide está globalizado. Mas a base da pirâmide, nao. O alicerce cultural da Base da Pirâmide está baseado em valores e hábitos locais. Em Sao Luís, no Maranhao, um dos refrigerantes mais consumidos é o guaraná Jesus, em Macapá se dança zuck love, o ritmo da moda. Para complicar - mais de 20% da populaçao brasileira é analfabeta funcional, ou seja, lê mas não entende. Entao, amigos, vamos esquecer aquele filme só com letreiros, ou filmes com legenda, se queremos falar com eles. Sejam bem-vindos ao admirável mundo novo do B24B.

Drama Infantil?

Do site Aletp

Essa nova campanha, para a marca de pirulito Chupa Chups, foi criada pela agência sul-africana Lowe Bull e utiliza o slogan “It’s the end of the world without it” (É o fim do mundo sem ele).
Os anúncios mostram dramas adultos ganhando moldes infantis diante da falta do famoso pirulito.



terça-feira, 9 de outubro de 2007

Concurso Cases Digitais

O concurso é promovido pela revista WebDesing e elege os melhores cases na área digital.
Pra conferir e votar, acesse:

http://www.arteccom.com.br/webdesign/peixegrande/

De novo, a TV

A TV digital e o respeito ao consumidor

Artigo de Marilena Lazzarini e Luiz Fernando M. Moncau, publicado no site
www.cultura.gov.br


O Brasil vive um momento decisivo para o futuro da TV digital. Após adotar o padrão de tecnologia japonês, caberá agora ao presidente Lula decidir se a televisão digital brasileira deverá ou não incorporar um sistema anticópia que, se aprovado, limitará drasticamente a forma como o consumidor poderá usar e reproduzir, legalmente, o conteúdo recebido em sua TV.
Sob o argumento de evitar a "pirataria", não mais se distinguirá quem copia em larga escala e com intuito de lucro (o verdadeiro pirata) daquele que reproduz uma única vez um trecho de um programa para fins privados ou educacionais, o que é permitido pela lei de direitos autorais.

Evidentemente, não se pode afastar o legítimo interesse de autores em receber pelo seu trabalho. Mas tampouco se pode, em decorrência da adoção de regras exageradamente restritivas, empurrar os cidadãos de bem para a ilegalidade por copiar um pequeno trecho de um programa para comentá-lo em sala de aula ou inseri-lo em um vídeo pessoal.

A principal idéia que rege o sistema de direito autoral é a de que se deve garantir um ciclo próspero de inovação, conciliando a justa remuneração de autores e inovadores com o direito de acesso de toda a sociedade aos benefícios trazidos pelas invenções e pelos bens culturais desenvolvidos.

Para tanto, é concedido aos autores um monopólio fictício e temporário para exploração comercial das obras.

Mas esse direito de exclusividade tem tempo limitado, após o qual as obras são disponibilizadas em domínio público, possibilitando a reprodução e a circulação do conhecimento.

Além disso, o direito de acesso também é assegurado mediante limitações e exceções ao direito do autor, que permitem a reprodução em certos casos -como a cópia privada sem fins lucrativos ou para fins exclusivamente didáticos. Esse equilíbrio entre a proteção e o acesso, entretanto, foi-se perdendo com o tempo, em especial no final do século 20. Com a crescente importância da informação na economia, a proteção dos direitos da indústria que os explora passou a sobrepor-se ao direito de acesso de toda a sociedade.

Por influência dos países desenvolvidos -detentores de grande parte dos direitos sobre tecnologias e conhecimento-, deu-se início a um movimento internacional de enrijecimento das regras de proteção à propriedade intelectual, que inclui direitos autorais e patentes.

Internacionalmente, o prazo para que obras artísticas voltassem ao domínio público passou de sete anos, em 1908, para os atuais 50 anos após a morte do autor.

As limitações e exceções ao direito do autor foram gradativamente eliminadas ou restringidas. Esse movimento encontrou eco no Brasil. A nova lei brasileira, aprovada em 1998, elevou o prazo de proteção das obras artísticas de 50 para 70 anos após a morte do autor. Além disso, jogou para a ilegalidade a cópia privada sem intuito de lucro, permitida em diversos países da Europa e nos EUA, limitando-a, mesmo quando sem fins lucrativos, somente a pequenos trechos. Nossa lei tornou-se uma das mais rígidas do mundo, indo além do que estipulam todos os acordos internacionais assinados pelo Brasil.

A lei de direitos autorais é extremamente restritiva e precisa de reformas. E são inadmissíveis propostas que venham restringir ainda mais o acesso, como essa da instalação do sistema anticópia no televisor de cada cidadão, sob o argumento de que, sem isso, a TV digital seria inviável.

Não é o que nos mostra o exemplo dos EUA, onde o sistema não foi adotado. Lá são transmitidos todos os tipos de conteúdo, inclusive os de alto valor, como os Jogos Olímpicos e outras competições esportivas.

Naquele país, a adoção de mecanismo semelhante foi duramente combatida, inclusive judicialmente, por organizações de interesse público e de consumidores, incluindo-se aí a Consumers Union, que conta com mais de 7 milhões de associados.

Por fim, estudos como o da Universidade de Princeton (EUA) apontam que quem faz da pirataria profissão facilmente violará o sistema anticópia. E o público, em geral, perderá direitos consagrados na lei em nome do combate ineficaz à pirataria.

Por essas razões, o Idec reprova a implantação do sistema anticópia na TV digital brasileira. E espera que o presidente Lula tenha a sensibilidade de estabelecer no Brasil a mesma situação estabelecida nos EUA: rejeite o sistema de bloqueio da TV digital, afirmando o interesse público e o dos consumidores do país, preservando os já reduzidos direitos existentes na lei autoral.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A mídia exterior será cada vez mais interativa, nao duvide

Paula Rizzo


A incorporaçao de novas tecnologias deve tornar a mídia exterior cada vez mais uma ferramenta de interaçao e de relacionamento. Provas disto nao faltam. Aparecem em todas as partes do mundo empenas, mobiliários e outdoors distribuindo conteúdos digitais como podcasts, wallpapers, ringtones, mp3 e games através de infra-vermelho, bluetooth, QR-Codes e WiFi.

Percebendo esta tendência e esta oportunidade a Clear Channel Outdoor lançou esta semana o seu 1o painel em alta definiçao no Times Square, em Nova Iorque. Batizado de 'Spectacolor HD' aqui, está preparado para exibir vídeos publicitários em alta definiçao e full-motion. Trará também notícias sobre metereologia e notas de esportes que serao atualizadas em tempo real na metade inferior da tela. Serao fornecidas exclusivamente pela CNN, parceira neste empreendimento.

O painel é equipado com tecnologias interativas como o bluetooth, shotcode e WiFi, permitindo nao só interaçao com os conteúdos do painel como o livre acesso à internet nas suas proximidades. Usando celulares, os pedestres poderao escutar o áudio do painel, participar dos jogos na tela, enviar mensagens de texto e baixar arquivos de áudio e vídeo.

Apesar de ter um custo de implementaçao caro permite um grau de interatividade altíssimo e a possibilidade de explorar diferentes formatos comerciais numa mesma peça. Sugiro que fiquemos de olho. Iniciativas como esta devem surgir em maior número, e muito rapidamente.

Concorrente Google ao Second Life

Pedro Burgos é jornalista e entrou no Second Life pela SuperInteressante e mantém um blog sobre o assunto. Também comenta de videogames e tudo que sai no mercado.

Google prepara seu concorrente ao Second Life

Do blog do Pedro Burgos.

Clique aqui pra ver mais


Há um argumento muito forte a favor de quem desconfia do sucesso ou do futuro do Second life: nem o Google nem a Microsoft cogitaram comprar o mundo virtual. As duas empresas planejam a compra (ou compram de fato) de tudo que é minimamente bem-sucedido na Internet e mostra futuro. E, como eu falei aqui outras vezes, acho o Second Life revolucionário, importante, mas de forma alguma é a ferramenta definitiva de uma rede social povoada por avatares. Virá coisa melhor no futuro. Talvez ainda este ano, ao que parece.
Rumores fortes na web esta semana dão conta de que o Google está testando seu próprio Second Life. O negócio chama “Our World” (Nosso mundo) e está funcionando para algumas cobaias da universidade de Arizona (EUA). A idéia na verdade é integrar muito mais ferramentas ao Google Earth e permitir que um avatar (bonequinho, representação do usuário) ande pela cópia do mundo de verdade. Parece que é uma iniciativa bem mais voltada para a parte comercial, já que você vai poder entrar em lojas de verdade e ver o que tem lá (imagina a grana que o Google vai cobrar de quem quiser aparecer no novo metaverso).
Mas a parte social, que o Google já ensaiou com o Orkut, não está esquecida. Se numa das suas andanças pelo mundo você esbarrar com outro avatar, vocês podem conversar. E você pode conhecer a casa da pessoa (ou pelo menos onde ela fica no mapa de verdade). Resumindo, é uma segunda vida mas bem mais focada na primeira. Vamos esperar para as novas informações, mas ao que tudo indica, e como tudo que o Google toca vira ouro, isso não vai ser diferente.